quinta-feira, julho 20, 2006

FIM DE SEMANA EM PATOS

Reza a lenda brasileira que hoje é DIA DO AMIGO. Depois que me informaram com um chocolate de brinde no shopping da cidade, que dia 15/07/2006 foi dia Internacional do Homem, já não sei mais nada sobre estas datas.

Então, para comemorar este dia do amigo, dei-me de presente um fim de semana em Patos (em uma fazenda próxima, na verdade) com muitos amigos. Resgatando os velhos fins de semana de Patos, vamos reuniar a galera do Immortals RPG Club na fazenda do Romeu e botar o pau pra quebrar. Muita bebida, churrasco, violão e claro, as histórias da vida inteira, repetidas inúmeras vezes, mas que sempre nos matam de tanto rir. Fim de semana perfeito para formatar o HD e voltar limpinho pra vida normal.

Faltará apenas nosso ilustre Cabelo's que vive hoje em Adelaide na Australia e dança músicas típicas brasileiras e também o Mark, nosso eterno mineiro oriental que mora hoje no Japão. Vocês farão falta.

Até a volta então...


Alguns membros da Sociedade Immortal

quarta-feira, julho 19, 2006

Mude de emprego já!!!

Cansado do seu serviço? Acha que não está sendo valorizado com o que faz? O salário do final do mês não dá pra nada?

Seus problemas acabaram!!! Peça logo o seu curso e mude de vida.

Eu já pedi o meu!



segunda-feira, julho 17, 2006

DO FIM AO INÍCIO



Enquanto Hernandes ainda agonizava no chão de seu quarto sobre uma imensa poça de sangue que se formava, Aline vestia suas calças após usar o banheiro. Havia tomado muita água até aquele momento. O buquê de flores e o presente que ele trouxera, caídos ao chão. Logo que ouviu a porta de casa abrindo-se, conferiu pela última vez a posição da única bala que havia encontrado na gaveta de moletons de Hernandes. Conferiu esta bala umas seis vezes durante aquela tarde ensolarada em que ficou, pacientemente aguardando sua volta. Sabia que tinha que ser certeira.

Naquele momento, ela estava calma, mas não foi como passou toda a tarde. Não conseguia acreditar no que descobrira.

Aline desligou o telefone, tentando disfarçar o ódio que sentia dentro de si. Inventou que iria almoçar com as amigas e dispensou o convite amável de Hernandes. Disse que seria toda dele naquela noite e que não tinha nada de mais em ir almoçar com as amigas no dia de seu próprio aniversário. Na verdade, ela tinha que ir para casa para pensar e tentar esfriar a cabeça.

Limpava as lágrimas que escorriam por seu rosto, parada frente ao espelho do banheiro da empresa. Foi lá que ela se abrigou logo após receber um email anônimo no meio da manhã, com fotos de Hernandes chegando em um motel com uma desconhecida. Até aquele momento, Aline intercalava as ligações que recebia com visitas à sites de agências de viagens, procurando um bom lugar para comemorar com Hernandes, seus 2 anos de casados.

Hernandes depediu-se de Aline com um beijo, quando ela ainda estava na mesa de café. Tinha que entrar às 7:30h naquele dia e ela, somente às 8:30h.

_"Feliz aniversário querida! Muita saúde e paz para você! Hoje, teremos um dia muito especial."
_"Bom dia amor. Sim, sim. Tenho certeza que hoje será um dia muito especial."

quinta-feira, julho 13, 2006

15 ANOS



(Este texto, de algum tempo atrás, é praticamente uma história de amor, escrita em uma época em que só matava meus personagens em meus textos.)

Era um grande dia. Abigail ia enfim fazer 15 anos. Sua festa de debutante era um evento dos mais aguardados naquela pequena cidade interiorana. Estava tudo armado. O clube enfeitado, os convites distribuídos, a roupa comprada e o salão marcado.

Sonhava há muito tempo em fazer 15 anos. Sim...ela agora seria uma moça formada. Poderia sair com as amigas para o cinema, poderia assistir a quase todos os programas que passavam na TV e o mais importante....poderia enfim arrumar um namoradinho e beijar na boca pela primeira vez. Sonhava noites após noites com esse dia. Sonhava em ficar nos braços de Pedro Daniel, seu colega de escola, e receber o beijo de seu príncipe encantado.

Ele dançaria a valsa com ela neste dia, mas sabia que ali, em frente aos pais, familiares, amigos e da avó conservadora, não poderia fazer isso, apesar de que o clima estava todo propício.

Passou a manhã e grande parte da tarde no salão se arrumando. Jogou os cabelos para cima, deu um nó de todos os lados, caprichou na maquiagem e enfim, na hora certa, se vestiu com um lindo vestido branco.

É chegado o grande momento. Os convidados se inquietam nas cadeiras, a maioria com fome, esperando impacientemente terminar a valsa para servirem os salgadinhos e a janta. A festa, armada totalmente ao ar livre, era o palco perfeito para um conto de fadas. A noite de lua cheia, trazia um brilho mágico para o palco, de onde sairia Abigail. Uma escada forrada de branco, foi colocada sobre a pequena piscina, onde Abigail desceria e seria recebida com todas as honras de uma dama.

Soam as trombetas, apagam-se as luzes e ela, linda e pura surge como um anjo. Lá de cima, vê Pedro Daniel, que seria seu par na valsa, após o seu pai. Seu sorriso desponta de um lado a outro do rosto. É seu momento de glória.

O momento de glória é imediatamente substituído por um lapso de desespero ao sentir o salto do sapato quebrar no momento em que começava a descer as escadas. Sem apoio e sem nenhuma chance, Abigail voa para dentro da piscina iluminada com luzes azuis.

Não sabia nadar e foi socorrida às pressas.

O primeiro beijo foi dado pelo Seu Eustáquio, o zelador do clube, que com a respiração boca-a-boca, não deixou que Abigail morresse afogada, diante de seus convidados mortos de fome.

terça-feira, julho 11, 2006

A INICIAÇÃO DE ANACLETO



Sua mão suava. O nervosismo era aparente em seu rosto. O coração batia acelerado e sua respiração era um pouco ofegante. Um formigamento subia por suas pernas e parava na cintura. Era este o momento.

Anacleto estava no banheiro público de sua escola. Não era intervalo e tudo estava vazio e calmo, exceto ele. Sabia que tinha que vencer aquela vontade, mas era muito para sua cabeça. Estava extasiado com aquilo tudo e temia não resistir. Ficou parado. Olhou em volta rodando lentamente sobre os calcanhares. Estava só.

Foi para dentro de um box do banheiro. Fechou a porta atrás de si e colocou a mochila tampando o vão embaixo da porta. Desceu a tampa do vaso sanitário e sentou-se no chão. Pensava em o quão resolveria seus problemas com aquela atitude. Abriu o mochila e retirou um saquinho de pó branco amarrado. Despejou tudo sobre a tampa do vaso e com uma régua fez um longa e grossa carreira.

A caneta esferografica foi arrancada de seu tubo. Perfeito para sua iniciação. Guardou o caninho de tinta no bolso da camisa. A ponta mais fina ia no nariz e a mais grossa ia percorrendo a carreira. A primeira aspirada e aquele pó destruiu seu nariz e agarrou em sua garganta. Anacleto esgasgou e tossiu muito, enquanto tentava desesperadamente tirar o pó de seu nariz. O pó voou pelos ares deixando aquele ambiente comberto por uma nuvem clara de poeira branca. Era uma dor insuportável e ele sem perceber começava a murmurar gemidos altos. Precisava de água.

Levantou a tampa do vaso. Não pensou duas vezes ao ver aquela água parada e aparemtemente refrescante. Enfiou a cabeça sem dó dentro do vaso. Expirava com força para tentar limpar seu nariz e engolia água para refrescar a garganta. Sacudia-se sem parar.

Enxugou o rosto com as toalhas de papel e envergonhado devolveu o outro giz branco que havia pego da sala dos professores. Perdeu o ditado que valia 3 pontos naquela aula.

segunda-feira, julho 10, 2006

IN MEMORIAN



Apagava o papel pela quarta vez. Estava ficando nervoso com sua crescente inabilidade. Como, depois de tantos textos, não conseguia trabalhar uma ideia até completar alguns poucos parágrafos? O que havia mudado em sua cabeça para isso acontecer? Já escrevera vários textos diferentes, em sua maioria tristes e fatídicos, mas não conseguir fazer mais um sequer já era demais!

O primeiro da noite foi sua própria morte, em um quarto circular, sem portas. Preocupou-se tanto em descrever o local e seus detalhes, que esqueceu de se matar. Pensou em alguma história que contasse o relacionamento de duas pessoas. Parou logo que escreveu os nomes dos personagens. Um texto sem sentido com uma história insólita onde palavras jogadas no papel pudessem criar uma tênue linha que ligasse à realidade. Não! Por fim, uma história nos moldes tradicionais. Um personagem, um lugar e os últimos momentos antes do suicídio. Esse era fácil. Apagou denovo. Não conseguia mais.

O que havia acontecido???!! Chegava a ser um pouco assustador sua incapacidade. Faltava prática? Faltava inspiração? O que??!!! Por fim, chegou a conclusão que não conseguia mais escrever, pois não sabia mais matar ninguém em suas histórias e era somente isso que conseguia escrever.

Estava totalmente imobilizado por sua descoberta. Por alguma razão, não queria mais matar ninguém em seus textos e só conseguia escrever sobre aquilo. Ou seja, nunca mais iria escrever?
Apontou o lápis mais um vez para continuar estas linhas. Talvez fosse uma inútil tentativa de ressucitar algumas idéias perdidas. Mais uma rodada do lápis dentro do apontador. Sem pensar duas vezes, golpeou com toda força sua própria garganta. O lápis atravessou de um lado ao outro.

Pouco antes de morrer, com o corpo caido sobre a mesa, ele sorriu por ter conseguido enfim, terminar um texto. O sangue que escorria cobriu toda a folha e ironicamente, ninguém leu seu último relato.

sexta-feira, julho 07, 2006

Casamento Labanca e Mary

Hoje é dia do casamento do Labanca e também da Mary. Que coincidência né?! Duas pessoas que conhecemos vão casar no mesmo dia. Ainda bem que é no mesmo local e mesma hora.

Para homenagear o novo casal, assiatam um pequeno video com alguns bons momentos de um casamento. Felicidade aos dois!

quinta-feira, julho 06, 2006

EM MOMENTOS ASSIM...



São em momentos como este que o ser-humano comete suas loucuras. Em casos assim que qualquer um vê brotar em sua pele como um pus nojento, todas as vontades e insanidades que sempre imaginou. Tudo é muito fácil e inconsequente.

Aí, neste ponto, sente-se, coloque um fone em seu ouvido e gire o botão do volume até o máximo. Escolha uma sequencia de aproximadamente 2 horas de músicas que lhe façam perder o controle. Não importa o estilo ou o rítmo. Faça uma sequência de músicas para você cantar e gritar, mesmo que seja em silêncio.

Aperte o PLAY e deixe o som tomar conta de você. Concentre-se na música. Aos poucos, você vai se acalmando. As músicas vão passando e sua mente estará focada em tudo, menos nos problemas. É gratificante.

Ao final, desligue o som, retire o fone e perceba que nada mudou. Você continua sendo um perdedor, como sempre foi. Esta é a sua vida e não será a música alta em seus ouvidos que fará alguma coisa mudar.

terça-feira, julho 04, 2006

UM DIA



Gostaria de poder tocar o sol e sentir o calor de sua imagem em minhas mãos. Gostaria de abraçar a lua e sentir seu frio em meu estômago até gelar minhas veias. Queria correr como o vento e poder chegar a qualquer lugar sem medo e sem obstáculos.

Queria poder acreditar nas promessas da vida. Queria poder deixar somente coisas boas para aqueles que viessem depois de mim. Queria poder ensinar o pouco que sei a quem precisasse e aprender muito com simples gestos, como um sorriso.

Gostaria de poder pular até as nuvens. Gostaria de gritar lá de cima e todos aqueles que ouvissem ficassem confortáveis com minhas palavras. Gostaria de ter tranquilidade para viver em paz e coragem para aceitar meu destino final. O destino final de todos.

Queria crer em um ser superior e confiar todos meus segredos à ele. Ficaria enormemente feliz em poder contar com todos que me rodeiam nos meus momentos de necessidade e poder ajudar ainda mais quando eles precisarem. Gostaria de espalhar sorrisos para todos aqueles que cruzassem seus caminhos com o meu. Gostaria de trazer paz e receber paz.

Um dia chegarei onde quero. E quando lá chegar, perceberei que não era onde queria estar. Um dia.

segunda-feira, julho 03, 2006

Frase da Semana

"Não é porque eu sou São-Paulino não, mas aquele jogo de Brasil e França era jogo pro Rogério Ceni."
Maaaravilha Marden!! Como o Parreia não colocou o Rogério Ceni no lugar do Cafú né?!? Esse Parreira...

Adiós Brasil



E lá se foram as bandeirinhas do carros e das sacadas das casas. As camisas ganharão um belo e aconchegante espaço no fundo da gaveta. Os fogos de artificio estouraram. Era pura frustração. O silêncio e o vazio era de certa forma constrangedor.

Os brasileiros que basicamente vivem em função do futebol, estavam órfãos. Era estranho pensar que a competição continuava e nós não. Já xingaram o técnico e já falaram que foi vendido. Não importa mais. O brasileiro, cansado da vida medíocre que tem, não tem mais nem a fuga de um jogo de futebol para esquecer seus problemas. Eles nunca acabaram e agora, estão de volta com força total.

O país da chuteira está de luto. Já questionam se Deus é mesmo brasileiro. Cabe à nós mortais e eliminados, olhar pra frente e seguir. Na verdade, temos que olhar pra baixo e ver a altura que a merda já está. Estamos afogando nela e não conseguimos andar pra frente. Acho que a seleção também se atolou nesse nosso Brasil.

sexta-feira, junho 30, 2006

Adiós Hermanos



Ééééééééhhhhh... lá se foi a Alemanha para as semi-finais. Foi duro o jogo contra a Argentina e nuestros hermanos acabaram sendo desclassificados. Agora é torcer para a Itália detonar a Ucrânia para ver se dá mais aperto pra Alemanha nas semi-finais.

Minha teoria é que a Alemanha não pode ir pra final, senão vai acabar comprando o jogo pra ser campeã. É aquela tradicional teoria que rolou com o Brasil e França em 98. Politicagem dos infernos.

Então é isso! Adiós! Em 2010 tem mais.

quarta-feira, junho 28, 2006

O ULTIMO TOQUE DO SINEIRO



Emilio era um jovem celibatário. Amava a Deus sobre todas as coisas. Tinha 17 anos. Puro. Morava numa pequena vila provinciana em uma época em que a energia elétrica não existia e os reis comandavam as cidades.

Tinha sonho de ser um grande padre ou um sacerdote da casa do rei. Por enquanto, só conseguiu um emprego de tocador de sino na igreja local. Ele se sentia orgulhoso de ser o sineiro da vila. Era ele quem convocava os moradores para a missa. Ele se sentia o todo poderoso. Sentia-se com poderes divinos. Achava que era Deus.

O tempo passou e sua megalomania aumentou ainda mais. A cada dia tocava o sino com mais entusiasmo e força. Murmurava palavras de ordem em sua cabeça para os moradores enquanto tocava.

_"Venham meus escravos! Venham prestar reverência à mim" - murmurava Emilio em meio às batidas do sino.

Lá de cima da torre da capela observava com um sorriso sarcástico no rosto, os fiéis em direção à missa. A cada dia sentia-se mais poderoso. A cada badalada do sino, seu poder interno aumentava.

Era um domingo chuvoso. Emilio mais uma vez tocou o sino. Sabia que estava com o máximo dos poderes. Sabia que estava acima daquele que os fiés reverenciavam. Gritava palavras de ordem de cima da torre da capela para os fiés que chegavam. Erguia os braços e gargalhava enclinando a cabeça para trás a cada toque do sino. Foi até o parapeito da torre. Entorpecido pela idéia de seus poderes divinos, esqueceu-se que o sino voltava. Foi atingido com violência pelas costas. O corpo sem vida ainda ficou muito tempo jogado lá embaixo, na terra molhada. O sino não convocou os fiéis para o enterro.

terça-feira, junho 27, 2006

Aeroporto mais doido do mundo.

Existe um aeroporto, na Holanda se não me engano, que é muito louco. Conhecia ele por Saint Maarten mas pode ser Princess Juliana Airport. Não importa o nome. O lance é que a pista de pouso / decolagem é logo após uma praia e uma rua. Então a galera fica na areia vendo aqueles aviões gigantes passarem à poucos metros deles, antes de pousarem.

É muito show as imagens e prestem atenção à uma decolagem, quando 2 pessoas seguram na grade logo atrás do avião e ficam "voando" com a potência das turbinas.


PERGUNTA DO DIA

É muita pobreza querer que chova somente para ver se seu carro fique um pouco mais limpo?
Ok... sou pobre mesmo!

sexta-feira, junho 23, 2006

FUTEBOL ARTE

Dando continuidade aos nossos proféticos posts sobre a copa e o futebol, mais um videozinho sobre a arte de jogar futebol. Isso sim é categoria. Maaaravilha!

terça-feira, junho 20, 2006

ACORDES NO CAMINHO



Quando comecei a aprender a tocar vilão, passava aperto com os e com os MI. Ainda nem pensava em ou em , que são pestanas e este medo ainda ia demorar para começar. Com o tempo, comecei a me aventurar com músicas com mais de 3 acordes até que surgiu o . Maldita nota. Malditas cordas. Malditos dedos que não conseguiam fazer nada certo.

O tempo passou e junto com o , veio o e também alguns acordes menores como o Bm (SÍ menor) ou F# (FÁ sustenido). Minha mente começava a dar nós e meus dedos doíam cada vez mais.

- "Onde estão os SOL, LÁ e RÉ??" - pensava enquanto massageava meus dedos.

Para aliviar minha dor, um dia me aparecesse um novo acorde. Não, ele não era uma pestana. Simples, correto? Sim, basicamente sim. Era um D/F# (RÉ com o FÁ sustenido no baixo). Realmente muito simples se eu tivesse uns 8 dedos em cada mão, divididos em posições estratégicas. Lá se foram meus dedos novamente até me acostumar com esses bizarros acordes que usam 4 dedos.

Hoje, após um grande tempo praticando, ainda sou um amador no violão. Sou péssimo de teoria e arranho algumas musicas. Mas pelo menos, uma coisa mudou. Não me assusto mais com os Gsus4, Am6/F# ou F#m/C°m7. (ok ok... acho que esse último não existe.)

segunda-feira, junho 19, 2006

I WILL GO

Pra começar a semana bem, vou por o vídeo do meu amigo Nanji, tirado diretamente de seu DVD "Nanji À Luz de Velas". A música chama-se I Will Go e mais detalhes, incluindo o DVD completo, as MP3 e demais vídeos podem ser baixados no próprio site. Acessem Nanji À Luz de Velas e divirtam-se.



P.S.: Ele ainda não sabe que tô disponibilizando o video aqui. Se sumir por uns tempos, é porque fui preso. :)

sexta-feira, junho 16, 2006

FESTA JUNINA



Era dia de festa junina e Gilvanira estava radiante. Apesar de não ter arranjado nenhuma companhia para ir na festa, estava animada assim mesmo. O namorado do fim de semana passado não havia ligado mais e ela não tinha o telefone dele. As amigas foram para um acampamento religioso e estavam fora no fim de semana. A amiga que dividia o apartamento estava internada fazia 2 semanas com complicações renais. Bom assim, pois ela estava disposta a aprontar e a se virar sozinha naquela noite.

Como sendo uma festa típica, arrumou um belo vestido alaranjado rodado, cheio de babados, perfeito para aquela noite junina. A meia branca vinha quase até o joelho e os sapatinhos baixos completavam a alegoria. Na hora de sair, ligou para o moto-taxi, conferiu o ingresso e desceu para a rua. Foi até o bar da esquina e comprou 2 doses de pinga para começar.

Chegou de grau na festa. De início achou que estava no lugar errado, pois somente ela estava a caráter, mas após mais 2 doses de pinga, não se preocupou mais com isso. Estava se sentindo linda. Encostado no bar, ela viu Frank. Era apaixonada por este colega de sala, apesar de nunca terem trocado uma palavra sequer. Foi até ele, mas por algum motivo ao chegar perto dele, ele saiu sem falar nada. Achou que tinha que fumar um cigarro para se sentir melhor. Nunca havia fumado e como estava se divertindo, achou que esta noite era o dia ideal para novas experiências. Conseguiu um cigarro, mas não tinha fogo.

De longe viu as chamas da fogueira. Lá estava o fogo para seu cigarro. Aproximou-se cambaleando e com o cigarro na boca se abaixou para tentar acendê-lo. Foi encurvando-se cada vez mais próxima mas as doses de pinga não deram muita noção para aquela pobre cabeça. As pernas bambearam e ela lentamente tombou para dentro da fogueira. Caiu de cabeça. As chamas rapidamente incendiaram sua roupa. A pele do rosto queimando ia derretendo e a dor era insuportável. Os olhos ardiam enquanto iam sendo queimados. A carne exposta ao fogo ardia até os ossos. Ela se imaginou entrando dentro de um tubo de pasta dental para aliviar a dor. Não tinha mais forças.

Foi puxada para fora da fogueira mas já era tarde demais. Seu rosto estava destruído e metade do seu corpo também. Não tinha mais olhos nem cabelo. O cranio queimado assustou muitos. A festa acabou e naquela mesma noite a amiga de Gilvanira recebeu alta do hospital. Encontrou a casa vazia.

quarta-feira, junho 14, 2006

1º JOGO: Brasil 1 x 0 Croácia



Muito se falou e muito se criticou depois do primeiro jogo do Brasil. Realmente os caras estão meio fora de ritmo hein! Faltou pegada, faltou lances bonitos, faltou emoção, mas estamos com 3 pontinhos e isso já é bom.

Os números do jogo de ontem foram:

1 gol do Brasil
0 gol da Croácia
8 latinhas de skol
27 torradinhas com patê
181 pipocas
299 amendoíns
18 salaminhos

O som barulhento nas ruas durou até as 22:00h e ainda bem que fui dormir depois disso. Tenho medo do jogo de domingo.

terça-feira, junho 13, 2006

VAI BRASIL!!!

Hoje é a estreia do Brasil na Copa. O jogo é contra a Croácia às 16:00h. Apesar do telão armado, caixas de som pra todos os lados, o que vai rolar é ir embora às 15:00h mesmo e pegar o joguinho em casa.

Abaixo um videozinho com a galera do Brasil e suas mirabolantes acrobacias.

segunda-feira, junho 12, 2006

DIA DOS NAMORADOS



Hoje é dia 12/06/2006. Dia dos Namorados. Para registrar essa data tão especial, vou colocar aqui um textinho romântico que escrevi no dia dos namorados em 2003.

Enfim havia chegado o dia. Depois de uma longa noite a qual Claudionor mal conseguiu pregar os olhos, o sol nasceu. Era dia 12 de junho. Dia dos Namorados. Seria seu primeiro dia dos namorados. Estava encontrando-se com Sheila fazia 2 semanas seguidas e apesar do pouco tempo que passavam juntos e de não saber nada da vida dela, hoje ele iria fazer uma grande surpresa.

Só podiam se encontrar na hora do almoço. Ele, 18 anos, fazia cursinho a noite. Ela, 27, dava plantão todas as noites no pronto-socorro do hospital municipal. Ele mataria aula hoje e levaria uma grande caixa de chocolate em forma de coração de presente para ela. Era um grande dia para Claudionor.

Deu uma desculpa que não poderia encontrar com ela na hora do almoço, como de costume. Queria que a saudade fosse maior na hora da surpresa. Tomou seu banho e vestiu sua melhor roupa. Passou gel no cabelo e colocou ele bem arrumado na cabeça. Estava radiante. Com a caixa de chocolate debaixo do braço, saiu em direção ao encontro.

Andou quase 30 minutos até chegar no hospital. Era longe de sua casa e gastou todo o dinheiro que tinha com o presente. Não sobrou nem um trocado para pegar o ônibus. Estava nervoso e não queria atrapalhar o trabalho suado de sua amada. No hospital, ninguém conhecia nenhuma Sheila. Ficou arrasado. Não tinha endereço nem telefone dela. Partiu com o coração apertado. No caminho de volta viu Sheila. Parada numa esquina. Várias mulheres juntas. Roupas pequenas. Se ofereceu para um Palio que passava. Entrou e sumiu na noite. De longe, Claudionor chorou. Sentou-se na calçada e ficou até o dia amanhacer. Comeu apenas um chocolate.

sexta-feira, junho 09, 2006

Buteco Vazio


Toda terça, quarta e quinta, voltando do clube à noite, passo em frente a uma lanchonete. Ela é relativamente nova e chama-se Barão Lanches. Não houve nem um dia nestas duas últimas semanas que havia algum cliente dentro do Barão Lanches. Mesas vazias.

Um vazião toma conta do lugar e confesso que dá um pouco de dó de ver os garçons parados lá de fora, na vã esperança de alguém chegar. Fico imaginando quanto de investimento foi feito ali e realmente o cara não vai conseguir tirar isso de volta.

Em contrapartida, 2 quarteirões à frente do Barão, existe uma funerária. Destes 6 dias das 2 últimas semanas, creio que apenas 1 deles não havia um velório rolando. As cadeirinhas no meio-fio sempre cheias.

Definitivamente, o pessoal anda morrendo... e não é de fome. (Rá... Desculpem a piadinha mórbida). Aposto mais 1 mês (sendo muuuito generoso) para que o Barão Lanches parta desta para uma melhor.

(Vou tentar semana que vem, tirar uma foto do Barão e da funerária e postar aqui.)

COPA 2006: PIORES MOMENTOS DO FUTEBOL

A Copa do Mundo 2006 começa hoje. O mundo vira seus olhos para a Alemanha para acompanhar esta maravilha que é o futebol. Para dar início à este evento tão esperado, segue um vídeo com as jogadas mais toscas que o ser-humano já foi capaz de realizar neste esporte. Chega a ser impressionante! Não deixem de ver!

quinta-feira, junho 08, 2006

GOLPES DA VIDA



Elizete havia arrumado seu primeiro emprego. Trabalhava de vigia noturno no IML da cidade. Com seus 25 anos, passava por dificuldades financeiras e pegou o que apareceu na frente. Cuidava da avó que morava em sua casa. Eram apenas as duas largadas na vida.

Passava o dia cuidando da velhinha. Levava para passear na praça, dava remédios e era sua companhia. À noite, colocava Dona Aparecida para dormir, tomava banho e às 20:00h chegava no serviço. Sentia falta de amigos, sentia falta de companhia. Sentia falta de vida.

A noite era sempre longa e com seu walk-man no ouvido, Elizete passava as horas sentada em uma mesa lendo, assistindo TV e as vezes, andando pelas salas para garantir a segurança do local. Era uma casa antiga mas não muito grande. Das 3 salas do fundo, uma era de autópsia, a outra era onde ficavam as gavetas com os corpos e a terceira, com várias mesas onde defuntos aguardavam sua vez para serem cortados.

Sentia-se só mesmo com aqueles corpos espalhados pelas salas. Tudo era frio e silencioso. Em uma certa noite, Elizete descobriu um lindo homem, deitado em uma das mesas. Nunca havia visto em vida, nem em morte como foi o caso, um homem tão bonito e atraente. Fábio era seu nome. Não sabia as causas de sua morte, mas ele parecia perfeito.

Criou coragem e retirou o lençol sobre seu corpo. Envergonhou-se ao ver seu corpo nu, estirado sobre a mesa. Sentiu um calor dentro de si e sem se conter, beijou-lhe a boca. Estava fria e não houve reação. Mesmo assim, seus sentimentos rodopiaram dentro do corpo, aquecendo-lhe de cima à baixo. Soltou um suspiro curto e voltou para sua mesa.

No dia seguinte, Elizete estava disposta a realizar todas suas fantasias com Fábio. Mas ele não estava mais lá. Não quis procurá-lo nas outras salas. Tinha medo do que poderia ver. Pediu demissão e voltou para as ruas. Ganhou a vida como prostituta.

terça-feira, junho 06, 2006

Dia 06/06/06



Só pra constar como uma referência, hoje é dia 06/06/06...

Tá... e daí, você me pergunta. E eu respondo: _Nada demais... apenas uma alusão boba ao número 666 que dispensa apresentações né. Até filme foi lançado hoje. Um tal de A Profecia.

Tô nem aí com essa data, mas é porque a próxima data neste estilo, acontecerá apenas no dia 07/07/07. Tipo daqui 1 ano, 1 mês e 1 dia. Bem útil isso, né? :)

Se der, amanhã escrevo um texto bem no estilo 666 de ser.

A Saga do Cabinho USB



O que era pra ser uma simples conexão de um cabo em uma porta USB, tornou-se uma mega saga de reconhecimento, conflito e acima de tudo, paciência.

Meu recém adquirido cabo DKU-5, USB, chegou e tudo estava pronto para conectar meu celular ao meu computador. Afinal de contas, é um cabo USB e nada pode dar errado, certo?

Errado, digo, certo, ou muito errado... nem sei mais. O primeiro passo foi abrir a embalagem e perceber que junto com todo o kit de instalação, vinha um singelo colar para pendurar o celular no pescoço. Aqueles colarzinhos de crachá ou de pen-drive. O mais bizarro de tudo, é que o colar é lilás, cheio de carinhas amarelas sorridentes e com escritos SMILE por todos os lados.

Inseri o CD para instalar o driver enquanto foleava o pequeno manual de 3 páginas e em 9 línguas que veio junto. Parecia simples apesar de que no proprio manual vinha falando de algumas mensagens de erros que poderiam dar na instalação... e que eram totalmente normais. (??)

A primeira instalação não deu certo. Os drivers instalaram e o programinha de uso também, mas não conseguia conectar meu celular com o sistema. Algumas foleadas a mais no manual e descobri um pequeno papel com os dizeres: NÃO CONSEGUE INSTALAR O SOFTWARE? SEU CELULAR NÃO CONECTA NO SOFTWARE? NÃO SE PREOCUPE. ACESSE O ENDEREÇO XXXXXXX E BAIXE O MANUAL.

_"Estou no caminho certo!"_ pensei. Afinal, realmente parecia não ser nada fácil fazer isso funcionar. Baixei o manual e lá me fui denovo. A primeira linha do manual alternativo dizia: NÃO INSIRA O CABO USB NO COMPUTADOR AGORA!! NÃO FAÇA ISSO ATÉ QUE SEJA DITO. SE VOCÊ JÁ FEZ, RECOMENDAMOS QUE USE OUTRA PORTA USB QUANDO SOLICITADO. Advinhem só o que foi a primeira coisa que fiz ao retirar o cabo da embalagem? :S ... Exatamente...

Li e reli todo o material e nada do treco funcionar. Pedalei por várias horas até perceber que por algum motivo, a porta COM2 da máquina não deixava que a COM4 funcionasse e fizesse os drivers serem reconhecidos. Revirei essas portas COM pra tudo que é lado até que, depois de passar o cabo em todas as 6 portas USB que possuo consegui instalar o maldito software. Para tanto, tive que desabilitar a porta COM2 do PC para que, quando instalado, ele jogasse pra COM4 e o software reconhecesse a COM4.

Ao final, estava de saco cheio do tal cabinho USB que é reconhecido por uma porta COM. Vai entender esse tal de COMputador viu! Deve ser por isso que mandaram junto um colarzinho com carinhas felizes, sorridentes e amarelas. Ô raiva!!

segunda-feira, junho 05, 2006

CIGARROS NA NOITE



Hoje Pedro parou no meio da cozinha. Tinha à sua frente 2 potes. Um com rosquinhas e outro com amendoíns. Via dali uma garrafa plástica cheia de gordura e alguns ímas de geladeira. Sentiu o cheiro de desinfetante.

O estômago roncou. Não de fome, mas sim de revolta. Tinha muito trabalho pela frente. Olhou novamente para os potes sobre a mesa. Pensou por alguns instantes se aquela vida valeria a pena. Deixou a mente viajar para longe. Viu-se em outro lugar. Viu-se longe dali. Sentiu novos ares batendo em seu rosto. Precisava se renovar.

Abriu a porta da cozinha e foi para o jardim. Ali, a brisa fresca dava força para pensar. Sentou-se na beira da piscina enquanto acendia um cigarro. O som das folhas balançando ao vento era a única companhia naquela noite. Sentiu frio.

De longe, deitado sobre o muro da casa, um gato apenas observava a ponta do cigarro acender e apagar durante toda a noite. Um atrás do outro. O gato acabou adormecendo ali mesmo. Pedro dormiu naquele dia.

sexta-feira, junho 02, 2006

FIM DE SEMANA

Fim de semana na área. Aula de pós no sábado cancelada. Jogo do Brasil no domingo. O jeito é aproveitar e beber algumas.

Como sugestão praqueles que forem beber, procurem o cara da barraquinha da foto. Ele tem ótimas promoções!

Abraços... bom fim de semana!!




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quinta-feira, junho 01, 2006

AMÉM

Isso que dá tentar furar fila pra pegar óstia (ou seria hóstia?? nunca fui bom em religião.) O padre ficou irado.



Ok ok. Vou tentar parar de só colocar vídeos aqui e por algum texto também. :)